POLÍTICA
Deputados buscam combater auxílio-saúde autoconcedido pelo Ministério Público e Judiciário
   
O grupo avalia mecanismos jurídicos e legislativos para combater o benefício dado a juízes, desembargadores, membros do MP e servidores

Por Thais Garcia
11/03/2021 13h58

Os deputados integrantes da Frente Parlamentar de Combate aos Privilégios, da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, se reuniram, na quarta-feira (10), para discutir a ilegalidade do novo auxílio-saúde concedido pelo Ministério Público e Judiciário. O grupo avalia mecanismos jurídicos e legislativos para combater o benefício dado a juízes, desembargadores, membros do MP e servidores.


 

O deputado Sérgio Turra (Progressistas), como membro da Frente, explica que a principal linha de atuação do grupo é o combate ao privilégio autoconcedido. “Em meio a maior crise sanitária e econômica que já vivenciamos, como o MP e o Judiciário se auto concedem um aumento desses? São privilégios e mais privilégios de quem parece viver noutra galáxia”.


 

Nesta semana, o Poder Judiciário do Rio Grande do Sul e o Ministério Público (MP) instituíram o auxílio-saúde a juízes, desembargadores, procuradores, promotores e servidores, que também abrange aposentados, pensionistas e dependentes. O benefício seria destinado a despesas com plano de saúde, atendimento médico, hospitalar, psicológico e odontológico. 

 

Nos próximos dias, os deputados vão elaborar um manifesto a ser entregue ao MP e Tribunal de Justiça. O grupo também vai buscar apoio em entidades, instituições e lançar manifesto público de repúdio ao auxílio. 


 

Também participaram da reunião os deputados Fábio Ostermann (Novo), Giuseppe Riesgo (Novo), Elton Weber (PSB), Any Ortiz (Cidadania), Franciane Bayer (PSB), Luciano Zucco (PSL), Fran Somensi (Republicanos), Zilá Breitenbach (PSDB), o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB) e as assessorias dos deputados Tiago Simon (MDB) e Issur Koch (PP).

   

  

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