TAPEJARA
Livro que reúne histórias de quem ajudou a construir Tapejara é lançado
   
Publicação e documentário preservam memórias

Por
11/08/2026 10h52

Memórias construídas no trabalho, nas famílias, nas comunidades e nos diferentes espaços da vida de Tapejara passaram a integrar um registro permanente da história do município. Na noite de sexta-feira (7), a Prefeitura realizou, no La Felicità Eventos, o lançamento do livro “Tapejara: 70 anos, 70 histórias inspiradoras” e a apresentação do documentário produzido a partir dos relatos reunidos durante o projeto.

A iniciativa é uma produção da Prefeitura de Tapejara, por meio da Secretaria de Educação, em parceria com o Vívere Instituto Educacional. A equipe do instituto participou do processo de pesquisa, realização das entrevistas, organização das narrativas e produção dos conteúdos que deram origem ao livro e ao documentário.

O projeto foi concebido em 2025, durante as comemorações dos 70 anos de emancipação político-administrativa de Tapejara. A escolha das 70 histórias teve caráter simbólico e buscou representar, por meio de diferentes trajetórias, parte de uma construção coletiva realizada ao longo de sete décadas. A própria obra ressalta que os relatos constituem um recorte entre tantas pessoas que contribuíram para a formação e o desenvolvimento do município.

Após as etapas de entrevistas, pesquisa histórica, transcrição dos depoimentos, produção textual, revisão, edição e produção audiovisual, o projeto foi concluído e apresentado à comunidade em 2026, integrando a programação alusiva aos 71 anos de Tapejara.

A solenidade reuniu o prefeito Evanir Wolff (Big), o vice-prefeito Rodinei Bruel (Gipe), o presidente da Câmara de Vereadores, André Rodrigues da Silva, vereadores, secretários e servidores municipais, representantes da Secretaria de Educação e do Vívere Instituto Educacional, diretores de escolas, representantes de municípios da região, participantes retratados na obra, familiares e representantes daqueles que não puderam comparecer.

História pela voz de quem a viveu
O livro utiliza a memória e a história oral como base para registrar experiências relacionadas à agricultura, educação, trabalho, comércio, empreendedorismo, esporte, cultura, vida comunitária e atuação pública. A proposta permite compreender diferentes períodos e transformações de Tapejara a partir das experiências de pessoas que participaram dessa trajetória.

Uma das organizadoras da obra, Débora Nunes de Sá, explicou que o trabalho buscou ampliar a forma de registrar a história. Além das datas, acontecimentos e lideranças, o projeto incorporou experiências cotidianas, relações, sentimentos e lembranças dos participantes.

Conforme Débora, o processo teve início com as entrevistas e prosseguiu com a transcrição dos depoimentos, elaboração das narrativas, pesquisa histórica, levantamento de materiais, revisão e edição. Ela também agradeceu aos participantes, familiares, servidores e profissionais que contribuíram com informações, documentos, fotografias e memórias.

O diretor do Vívere Instituto Educacional, Rudimar Barea, destacou a importância de assegurar que o conteúdo permaneça acessível às próximas gerações. Ao abordar o legado pretendido pelo projeto, ressaltou que a publicação ganha significado à medida que suas histórias continuam sendo conhecidas. “Que esse livro seja lido pelos tapejarenses de hoje, pelos tapejarenses daqui a 20 anos, pelos tapejarenses daqui a 100 anos”, afirmou. Rudimar também observou que muitas outras trajetórias poderiam integrar a publicação e que a definição das 70 histórias ocorreu em razão do simbolismo das sete décadas celebradas em 2025.

Representando a secretária de Educação Jaqueline Palma, a coordenadora-geral de Educação, Cláudia Dall'Igna, ressaltou o caráter histórico e pedagógico da iniciativa. Segundo ela, os depoimentos contribuem para preservar não apenas trajetórias individuais, mas também elementos da identidade do município. “Vocês são os protagonistas desta obra. Ao compartilharem suas trajetórias, lembranças e as histórias de suas famílias, vocês não apenas contaram a sua vida, mas ajudaram a reconstituir a identidade de Tapejara”, afirmou.

O presidente da Câmara de Vereadores, André Rodrigues da Silva, destacou que as histórias registradas representam também famílias, profissões, comunidades e diferentes gerações. Durante sua manifestação, fez referência ao pai, Eloy Rodrigues da Silva, cuja trajetória como barbeiro da rodoviária integra a publicação.

André recordou que a barbearia se tornou, ao longo dos anos, um espaço de trabalho, convivência, conversas e encontros entre tapejarenses, reunindo histórias que também fazem parte da memória do município.

Documentário amplia o registro das memórias
A programação contou também com a apresentação do documentário produzido a partir do projeto. O audiovisual reúne depoimentos, imagens e lembranças dos participantes, relacionando experiências pessoais às transformações ocorridas em Tapejara.

Os relatos abordam aspectos da vida no interior, trabalho, educação, esporte, fé, voluntariado, empreendedorismo e desenvolvimento urbano. O documentário complementa a publicação ao preservar também as vozes e imagens das pessoas que compartilharam suas experiências.

Após a exibição, o vice-prefeito Rodinei Bruel (Gipe) relembrou as transformações que acompanha desde 1984, quando fixou residência em Tapejara. Ele mencionou a expansão urbana e o fortalecimento de empresas, cooperativas, entidades e organizações da sociedade civil como partes de um processo construído coletivamente.

Ao atribuir o desenvolvimento do município à participação das pessoas e instituições locais, Gipe afirmou: “Se Tapejara é do tamanho que ela é hoje, é graças a todos nós. Todos aqueles que amam, admiram, investem e lutam por esta cidade”.

Legado e continuidade
O prefeito Evanir Wolff (Big) explicou que a definição das 70 histórias esteve relacionada ao aniversário comemorado em 2025 e destacou a dificuldade de selecionar os participantes diante do número de pessoas que contribuíram, em diferentes períodos e áreas, para a trajetória de Tapejara.

Segundo Big, a publicação não encerra o trabalho de preservação da memória local, e novos registros poderão contemplar outras pessoas e histórias no futuro.

Durante o pronunciamento, o prefeito prestou homenagem a quatro participantes do projeto que faleceram antes do lançamento da obra: Bomfilho Seben, Bruno Storck, Lincol Nardin e José Carlos Girardello.

Ao dirigir-se aos familiares e ressaltar a importância da preservação dessas trajetórias, Big afirmou: “Infelizmente já não estão conosco, mas o seu legado está aí. E que bom que temos todo esse registro para as suas famílias também”.

O prefeito também relacionou a iniciativa ao momento atual do município, que completa 71 anos de emancipação político-administrativa no domingo (9). Ao defender a continuidade da preservação dessas memórias, destacou: “Essa história de Tapejara precisa continuar a ser contada”.

Entrega dos exemplares
Após os pronunciamentos, foi realizado o lançamento oficial da publicação e a entrega dos primeiros exemplares. Participaram do momento representantes da Administração Municipal, da Secretaria de Educação, do Vívere Instituto Educacional e do Poder Legislativo.

Também receberam exemplares representantes de Água Santa, Charrua, Santa Cecília do Sul e Vila Lângaro, além de diretores de escolas. A distribuição amplia o acesso ao conteúdo e reforça a finalidade histórica e pedagógica da publicação.

Quem integra a obra
Antes das 70 histórias, o livro apresenta, em seção própria, as trajetórias do prefeito Evanir Wolff (Big) e do vice-prefeito Rodinei Bruel (Gipe). Na sequência, são apresentadas 70 histórias numeradas, algumas delas compartilhadas por mais de uma pessoa.

Integram essas narrativas Adagir Coronetti, Adelírio Danieli, Airton Langaro, Alexandre Zanini, Amélia Gajardo Sossella, Angelo Calegari, Bomfilho Seben (in memoriam), Bruno Storck (in memoriam), Nilda Schmidt Storck, Celso Artuzi, Celso Basso, Celso Paulo Scariot, Cicero Alberto Borth, Cláudio Beé, Darcy da Silva Ribeiro, Dilva Lucia Sasset, Diógenes Dalzotto, Domingos Nelso José Cauduro, Wilson João Bertoglio, Edgar Taube, Egídio Zanatta, Carmen Zanatta Sitta, Eloy Rodrigues da Silva, André Rodrigues da Silva, Elso Scariot, Elzira Therezinha de Linhares, Eugênio Post, Gelso José Felini, Gelsy Campana Costela, Gilberto Borgo, Gilberto Oliboni, Gilberto Simonetto, Gilberto Ernesto Tomelero, Gilmar Sossella, Ildo Aldino Lamb, Ione Ana Col Debella, Ivaniza Basso Reis, Ivan Baseggio, João Batista dos Santos, Johnny Dorval Zoppas, José Carlos Girardello (in memoriam), José Rombaldi Mânica, Juliano Girardi, Lincol Nardin (in memoriam), Loanes Fátima Artusi, Luiz Gasparin, Marcos Davi Bacega, Maria de Lourdes Felini, Maria Helena Faedo da Rosa, Maria Ignez Dallagasperina, Mario Antônio Maurina, Mário Attílio Marin, Marta Bruch, Mauro Dallagasperina, Norberto Dall’Olivo, Odil Léo Bianchini, Olinto Melara, Orlei Moresco, Padre Carlos Jaroceski, Paulo Gardelin, Renilto Fontana, Seger Luiz Menegaz, Sérgio Fontana Dametto, Sérgio Gasparin, Sérgio Zanini, Silvino Bernardo Lamb, Valdir Pietrobon, Valdir Tamanho, Valdir Tres, Vera Lucia Sanson Cadini, Vilmar Merotto, Vilson Langaro Corral, Vitor Fontana e Wilson Casamali.

   

  

Comentar comment0 comentário
menu
menu